Exercício para idosos: como envelhecer com autonomia e segurança
O fisioterapeuta geriatra Wallber Amorim explica no EGRCast como o exercício físico ajuda a envelhecer com autonomia, equilíbrio e qualidade de vida.

O exercício físico prescrito por um profissional ajuda a pessoa idosa a preservar mobilidade, equilíbrio e autonomia e a prevenir doenças crônicas como artrose e osteoporose, segundo o fisioterapeuta geriatra Wallber Amorim, convidado do quarto episódio do EGRCast, o podcast da EGR GYM, em Carpina/PE. Antes de começar, ele recomenda ao menos três avaliações: cardiológica, postural e funcional, e física.
Assista ao episódio completo no YouTube.
Envelhecer é um processo natural, contínuo e inevitável. A forma como se envelhece, no entanto, pode ser preparada. Esse foi o tema do quarto episódio do EGRCast, que recebeu o fisioterapeuta geriatra Wallber Amorim para falar sobre exercício físico, prevenção e reabilitação na vida da pessoa idosa.
Wallber concluiu a graduação em Fisioterapia em 2018, como aluno laureado, e começou a atender idosos em domicílio em 2019, o que o levou à especialização em geriatria. Mais tarde, especializou-se também em dermatofuncional e passou a atuar no ensino superior. O interesse pela profissão surgiu na adolescência, quando acompanhava o pai nas sessões de fisioterapia após um acidente. A seguir, os principais pontos da conversa com a apresentadora Valdênia Vasconcelos.
O que é envelhecimento saudável e por que ele importa?
Segundo Wallber Amorim, o envelhecimento começa no nascimento e traz alterações que podem levar a prejuízos funcionais. Por isso, quanto mais os profissionais de saúde discutem o que esperar desse processo, mais é possível agir com promoção e prevenção. Ele citou dados do IBGE que apontam o crescimento acelerado da população idosa no Brasil nas próximas décadas, com reflexos na saúde, nas políticas públicas e na economia. O desafio, em sua visão, é fazer com que essas pessoas cheguem a essa fase mais ativas, independentes e autônomas.
Qual o papel da fisioterapia na saúde do idoso?
O fisioterapeuta observa que muitas pessoas só procuram a fisioterapia depois de uma queda, uma fratura ou um quadro de dor. A atuação, porém, também é preventiva. Como já se sabe que o idoso tende a perder massa muscular e massa óssea e a ter impulsos nervosos mais lentos, o fisioterapeuta especialista em geriatria pode criar, desde cedo, programas de exercício para reduzir o risco de quedas, fraturas e desequilíbrios, preservando a independência.
Mobilidade e equilíbrio, explica ele, são o que garantem autonomia no dia a dia: ir ao supermercado, ao banco e realizar as atividades da vida diária.
Qual a diferença entre atividade física e exercício físico?
Wallber resume a diferença assim: todo exercício físico é uma atividade física, mas nem toda atividade física é um exercício físico. A atividade física é qualquer movimento do cotidiano, sem objetivo terapêutico ou prescrição. O exercício físico tem objetivo definido, como hipertrofia, resistência, capacidade aeróbica ou equilíbrio, e deve ser prescrito por um profissional, com tempo, frequência e intensidade (carga e repetições) determinados.
Quais os benefícios do exercício para idosos?
Na fala do fisioterapeuta, o exercício físico é um dos principais recursos para prevenir e combater as doenças crônicas que mais acometem os idosos, como artrites, artroses, tendinites e osteoporose. Por meio do movimento, é possível ganhar flexibilidade, fortalecer a musculatura e reduzir tensões musculares.
Ele também destacou os efeitos emocionais: citou um estudo recente que associa a prática regular de exercícios a menor chance de depressão e ansiedade em idosos, em razão da liberação de neurotransmissores como endorfinas, dopamina e serotonina. Outro ponto curioso é o estímulo à neuroplasticidade: aprender um exercício novo exige atenção e ativa conexões neurais, o que, segundo ele, é relevante também nos quadros de demência.
Quais avaliações o idoso deve fazer antes de começar a treinar?
Além de um ambiente bem iluminado, adaptado e acolhedor, e de uma equipe técnica preparada, Wallber Amorim recomenda que o idoso passe por pelo menos três avaliações antes de iniciar um programa de exercícios:
- Cardiológica: para conhecer a saúde cardíaca, a capacidade aeróbica e o uso de medicamentos, como em casos de hipertensão;
- Postural e funcional: feita por fisioterapeuta ou ortopedista, para identificar limitações articulares;
- Física: conduzida pelo profissional de Educação Física, que define modalidade, intensidade e frequência adequadas.
Ele elogiou ainda a escolha da EGR GYM de mostrar um idoso treinando já em seu primeiro vídeo de divulgação. Para Wallber, muitos idosos não procuram academias porque não se sentem representados, e essa inclusão faz diferença.
A dica final do fisioterapeuta é não esperar. Diante de quem diz que deveria ter começado mais cedo, ele propõe uma escolha: iniciar hoje e envelhecer com mais qualidade de vida e independência funcional, ou permanecer na zona de conforto e aceitar as consequências negativas do envelhecimento.
Para a fase 50+, a EGR GYM oferece o programa Vida em Movimento, com atividades seguras e adaptadas. Sobre avaliação e prevenção de lesões, veja também o episódio sobre fisioterapia e musculação com Lidiane Gomes.
Para conhecer a EGR GYM, que fica na Av. Pres. Getúlio Vargas, 923 (Rua dos Tamarindos), Santa Cruz, Carpina/PE, faça sua matrícula ou fale com nossa equipe pelo WhatsApp. Os demais episódios estão reunidos na página do EGRCast.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre atividade física e exercício físico?
Segundo o fisioterapeuta geriatra Wallber Amorim, todo exercício físico é uma atividade física, mas nem toda atividade física é um exercício. O exercício tem objetivo definido e deve ser prescrito por um profissional, com tempo, frequência e intensidade determinados.
Quais avaliações o idoso deve fazer antes de começar a treinar?
Wallber Amorim recomenda ao menos três: a avaliação cardiológica, a avaliação postural e funcional, feita por fisioterapeuta ou ortopedista, e a avaliação física com o profissional de Educação Física, que define modalidade, intensidade e frequência.
Por que mobilidade e equilíbrio são importantes no envelhecimento?
Segundo o fisioterapeuta, são eles que garantem autonomia no dia a dia, como ir ao supermercado, ao banco e realizar as atividades da vida diária. Programas de exercício criados desde cedo ajudam a reduzir o risco de quedas, fraturas e desequilíbrios.
Vale a pena começar a se exercitar na terceira idade?
Para Wallber Amorim, a dica é não esperar: começar hoje é escolher envelhecer com mais qualidade de vida e independência funcional.
Onde fazer exercício para idosos em Carpina?
A EGR GYM, em Carpina/PE, oferece o programa Vida em Movimento, elaborado para a fase 50+, com atividades seguras e adaptadas para ganhos de força, equilíbrio, mobilidade e resistência cardiovascular.














