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Exercício e saúde mental: como criar constância nos treinos

O psicólogo Douglas Oliveira explica no EGRCast como o exercício contribui para a saúde mental e dá estratégias para manter a constância nos treinos.

Capa do EGRCast #5 com o psicólogo Douglas Oliveira

O exercício físico contribui para a saúde mental ao ajudar no controle do estresse, da ansiedade e de sintomas de depressão, segundo o psicólogo Douglas Oliveira, convidado do quinto episódio do EGRCast, o podcast da EGR GYM, em Carpina/PE. Para ele, o exercício funciona em conjunto com a psicoterapia e o acompanhamento psiquiátrico, sem substituí-los, e a constância nasce de começar por uma atividade prazerosa e aumentar os desafios aos poucos.

Assista ao episódio completo no YouTube.

Corpo e mente funcionam juntos, e cuidar de apenas um deles não é suficiente. Esse foi o ponto de partida do quinto episódio do EGRCast, que recebeu o psicólogo Douglas Oliveira para falar sobre o papel do exercício físico na saúde mental, no controle do estresse e da ansiedade e na criação de hábitos saudáveis.

Com 12 anos de profissão, Douglas atuou em psicologia escolar, clínica, aulas e palestras. Ele conta que escolheu a psicologia de forma intuitiva: não se considerava um bom comunicador, mas era um bom ouvinte e percebia quando as pessoas ao seu redor não se entendiam. A seguir, os principais pontos da conversa com a apresentadora Valdênia Vasconcelos.

Por que cuidar da mente e do corpo juntos?

Segundo o psicólogo Douglas Oliveira, a mente é uma entre várias dimensões da saúde, ao lado do corpo e das relações sociais. Ele lembra que a Organização Mundial da Saúde trata a saúde como uma experiência integral e observa que muitas pessoas cuidam de dimensões isoladas: fazem terapia, mas se alimentam mal, por exemplo. Por isso, mesmo no consultório, ele costuma perguntar sobre exercício, alimentação e relacionamentos. Em sua visão, nós somos seres biopsicossociais, e é a integração desses cuidados que produz pessoas mais saudáveis.

Como a psicologia ajuda na alimentação e nos treinos?

Douglas explica que a história de vida influencia a relação com o alimento. Traumas, restrições, padrões emocionais, ansiedade e tristeza interferem nesse contato, que, para o ser humano, envolve também prazer e significado. Quando uma condição de saúde, como diabetes ou alteração de pressão, obriga alguém a mudar a alimentação sem ter essa cultura, é comum surgirem dificuldades, falhas, tristeza e desistência. A psicologia, segundo ele, ajuda a lidar com as frustrações, a organizar inícios graduais e a entender que não existe 100% de perfeição nesse processo.

O exercício físico ajuda na ansiedade e na depressão?

De acordo com Douglas Oliveira, há pesquisas que indicam que, em casos leves e moderados, o exercício físico pode ajudar tanto quanto o medicamento e a psicoterapia. Ele usa a imagem de um banquinho de três pés, formado por acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia e exercício físico: os bons profissionais de cada área, segundo ele, recomendam os três em conjunto, sem que um substitua o outro.

O exercício físico é o comprimidinho que você não vai poder parar de tomar.

A explicação dele é que, quando o tratamento medicamentoso e a terapia chegam ao fim, o exercício físico continua ajudando o cérebro a produzir endorfinas e outros neurotransmissores ligados ao prazer e ao bem-estar, mantendo o equilíbrio conquistado.

Como criar constância nos treinos e não desistir?

Para o psicólogo, a disciplina pode ser desenvolvida, mas muitas pessoas não a construíram desde cedo. Ele aponta uma geração muito focada em prazer e entretenimento rápido, como o das redes sociais de rolagem infinita. A disciplina, por outro lado, é fazer o que precisa ser feito, mesmo quando não é prazeroso.

Obstáculos comuns nas primeiras semanas

Douglas identifica alguns obstáculos comuns:

  • Começar pela atividade errada: para algumas pessoas, uma atividade mais lúdica, competitiva ou ligada à natureza pode ser uma porta de entrada melhor;
  • O medo do julgamento: a crença de que todos na academia estão observando e comparando corpos, quando, na realidade, cada um está cuidando do próprio treino;
  • A frustração com o desconforto inicial: algum nível de dor faz parte do exercício, e a estratégia é começar de forma prazerosa e aumentar os desafios aos poucos;
  • A busca por resultados rápidos: o primeiro objetivo deve ser conseguir fazer exercício; os resultados vêm depois.

Ele lembra que há quem diga que são necessários cerca de 90 dias para consolidar um hábito, e costuma provocar seus pacientes: os primeiros 30 dias são de adaptação e desconforto; por volta dos 60 dias começam a aparecer benefícios para a saúde; e, perto dos 90, surgem benefícios estéticos, melhora do sono, da autoestima e o gosto pelo novo hábito.

Douglas explica que os sinais costumam ser difusos e aparecem em três níveis: social (dificuldade de se relacionar, de manter vínculos ou fazer amigos), físico (alterações na pele, queda de cabelo, dores no estômago, problemas intestinais, sono e alimentação alterados) e psicológico (tristeza, ansiedade, desesperança, falta de propósito). Ele ressalta que sintomas físicos também precisam ser investigados por médicos, e conta o caso de um paciente com tontura que, ao ser encaminhado ao otorrinolaringologista, descobriu uma lesão no ouvido. A orientação é buscar ajuda quando houver sofrimento em um ou mais desses níveis.

Para quem quer começar, a dica final é procurar um profissional de Educação Física e pedir uma atividade que seja prazerosa no início, com desafios acrescentados aos poucos, além de verificar questões hormonais e nutricionais que possam causar desânimo. Na visão de Douglas, uma academia que reúne corpo, mente e relações sociais cumpre plenamente sua missão.

Para quem busca equilíbrio entre corpo e mente, a EGR GYM oferece o programa Centro de Equilíbrio, com yoga e pilates solo. Outro pilar da qualidade de vida é tema do episódio sobre alimentação e treino com a nutricionista Carolina Amorim.

Para conhecer a EGR GYM, que fica na Av. Pres. Getúlio Vargas, 923 (Rua dos Tamarindos), Santa Cruz, Carpina/PE, faça sua matrícula ou fale com nossa equipe pelo WhatsApp. Os demais episódios estão reunidos na página do EGRCast.

Perguntas frequentes

O exercício físico ajuda na ansiedade e na depressão?

Segundo o psicólogo Douglas Oliveira, sim: o exercício ajuda o cérebro a produzir endorfinas e outros neurotransmissores ligados ao prazer e ao bem-estar. Ele recomenda que o exercício caminhe junto com a psicoterapia e o acompanhamento psiquiátrico, sem substituí-los.

Quanto tempo leva para criar o hábito de treinar?

Douglas Oliveira lembra que há quem diga que são necessários cerca de 90 dias para consolidar um hábito. Na visão dele, os primeiros 30 dias são de adaptação, por volta dos 60 surgem benefícios para a saúde e, perto dos 90, aparecem benefícios estéticos e melhora do sono e da autoestima.

Como não desistir da academia?

O psicólogo recomenda começar por uma atividade prazerosa, aumentar os desafios aos poucos e ter como primeiro objetivo conseguir se exercitar, deixando os resultados para depois. Ele também sugere verificar questões hormonais e nutricionais que possam causar desânimo.

Quando procurar um psicólogo?

Segundo Douglas Oliveira, quando houver sofrimento em um ou mais níveis: social, como dificuldade de manter vínculos; físico, como sono e alimentação alterados; e psicológico, como tristeza, ansiedade e desesperança. Sintomas físicos também devem ser investigados por médicos.

Onde praticar atividades para o bem-estar emocional em Carpina?

A EGR GYM, em Carpina/PE, oferece o programa Centro de Equilíbrio, com yoga e pilates solo, que trabalha força, flexibilidade, consciência corporal e bem-estar emocional e é indicado para pessoas com rotinas estressantes.

Fontes e referências

  1. EGRCast #5 com Douglas Oliveira: episódio completo no YouTube
  2. Corte do episódio: saúde emocional (Instagram da EGR GYM)
  3. Douglas Oliveira no Instagram (@douglasoliveiraopsi)
  4. EGR GYM no Google Maps (Carpina/PE)

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